terça-feira, 7 de abril de 2015

Vida que pulsa


Hoje, nas primeiras horas da manhã li uma frase que me tocou muito: "tudo começa no agora!"
Quando eu digo que a frase "me tocou" é porque além de ter trazido uma informação, ela gerou sentimentos. Meu coração pulsou porque o dia nos dá infinitas possibilidades; porque precisamos mesmo "sentir nosso sangue pulsar por algo".
Quantas e quantas vezes sentimos que nosso dias são iguais e que a vida está simplesmente passando? Quantas vezes já não nos sentimos meros robôs pagadores de contas e infinitos impostos? Quantas vezes o trabalho que realizamos todos os dias perdeu o sentido maior?
Não sou a primeira e nem vou ser a última a escrever sobre esse assunto; acredito que o tempo é uma das maiores questões existenciais do ser humano, portanto muito se fala e se falará sobre isso. O que eu gostaria de salientar é que embora a gente leia e saiba que o presente é uma dádiva e que nossa vida é preciosa, nós realmente sentimos isso?! E depois de fazer sentido, nós lutamos por isso? Lutamos para que o nosso presente seja uma dádiva em nossas vidas? Sentimos orgulho das nossas ações cotidianas?
Pra muitos isso, infelizmente, soa como discurso utópico de ser feliz a amar o que se faz a qualquer custo. E me perguntam: como vou  amar algo que faço por obrigação, para sobreviver e pagar as contas?! Algo que não era realmente o que eu gostaria de fazer todos os dias, mas que as oportunidades da vida me permitiram estar aqui?! Como?!
Quem dera eu tivesse as respostas. O que eu sei é que independente de onde estamos, se no trabalho ou em casa com a família, as nossas ações diárias precisam condizer com os nossos valores! E que embora não tenhamos o melhor emprego do mundo, fazer o nosso melhor dá sentido ao agir! Se Deus nos colocou em determinado lugar em determinado momento, precisamos realmente ESTAR ali com a plenitude do nosso ser e viver aquele momento da melhor forma! Precisamos ter orgulho de nós mesmos, precisamos sentir nosso sangue pulsar!
A frase "tudo começa no agora" me empodera e me faz sentir o chão da minha longa caminhada!

terça-feira, 11 de março de 2014

Ser e Estar


"Às vezes penso, às vezes sou" – Paul Valéry.

Tenho observado com cautela o comportamento das pessoas e suas atitudes na vida em sociedade. E seja no ambiente corporativo, familiar, político, social, enfim, qualquer que seja o meio no qual estejam inseridas, preocupa-me a instabilidade, a ausência de propósitos, a fragilidade das personalidades, ante questões diversas que lhes são impostas.

As pessoas parecem tomadas por um senso de urgência, um imediatismo subserviente, através dos quais manifestam-se em defesa de interesses de curto prazo, pontuados isoladamente e localmente, como se estivessem desconectadas do organismo social.

Políticos fazem alianças historicamente incongruentes em troca de alguns minutos adicionais no horário eleitoral gratuito, independentemente da dissonância ideológica e pragmática futura em caso de êxito no pleito. Profissionais travam um verdadeiro jogo de xadrez em suas companhias prejudicando o colega da mesa ao lado em lances ardilosos engendrados nos corredores e nas pausas para o café, em busca de uma notoriedade que pretensamente lhes venha conferir uma maior remuneração. Amigos cultivados ao decorrer de anos capitulam nos momentos mais críticos, negligenciando ajuda e apoio. Familiares desagregam-se ao primeiro sinal de dificuldade econômica. Pais apregoam a ética a seus filhos, enquanto ultrapassam veículos pelo acostamento no final de semana, tendo-os por testemunhas.

Há uma inversão recorrente dos valores, da ética, da moral, do caráter. As pessoas deixam de ser o que sempre foram e passam a estar o que lhes convém, o que é mais fácil, comum. No comum perdem sua singularidade, a riqueza da sua essência.

Valores

Valores são definidos como normas, princípios, padrões socialmente aceitos. São-nos incutidos desde cedo, frutos do meio social, e, quando chancelados pela conduta humana, considerados eticamente adequados. Somos orientados a aceitá-los, evitar questioná-los. E acabamos cerceados da possibilidade de exercer nossa criatividade, nossa imaginação, nosso livre arbítrio. Como diria Rousseau, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros. Se tais parâmetros carecem de concordância, optamos não por alterá-los, mas por desrespeitá-los. Daí advém uma primeira cisão – regras são feitas para serem quebradas; contratos, para serem rompidos.

A moral de um lobo é comer carneiros, como a moral dos carneiros é comer a grama. Este instinto animal tem inconscientemente caracterizado o comportamento humano o qual tem denotado uma moral dupla – uma que prega mas não pratica, outra que pratica mas não prega.

Não são os princípios que dão grandeza ao homem. É o homem que dá grandeza aos princípios. Curiosamente é mais fácil lutar por princípios do que aplicá-los. Mas esta é uma luta que deve ser travada diariamente com paciência e sabedoria, ajustando a palavra à ação, a ação à palavra.

Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Por isso, esta luta trata-se de litigar paradigmas. Criar e difundir novos. Não esmorecer, mesmo sentindo a mente turva. Todos vivemos sob o mesmo céu, mas nem todos vemos o mesmo horizonte. E quando se tem o horizonte enevoado, é preciso olhar para trás para manter o rumo. A vida, disse Kierkegaard, só pode ser compreendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.

Caráter

Caráter é destino, disse Heráclito de Éfeso. É aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. É nossa particularidade, nossa maior intimidade, nosso segredo mais bem guardado. É nosso maior companheiro, nossa maior paixão – e, às vezes, nosso maior fantasma. É construído desde a mais tenra idade, simbolizando nossa maior herança – e nosso maior legado.

Um homem de caráter firme mostra igual semblante em face do bem ou do mal. Preocupa-se mais com seu caráter do que com sua reputação, pois sabe que seu caráter representa aquilo que ele é, enquanto sua reputação, apenas aquilo que os outros pensam. E sua firmeza de propósitos o faz com que opte pela singularidade de seu próprio julgamento.

O caráter testa-se em pequenas coisas. Num olhar, num gesto, numa palavra. Quando queremos saber de que lado sopra o vento atiramos ao ar não uma pedra, mas uma pluma. Há um provérbio dos índios norte-americanos que diz... Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau, o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que alimento mais freqüentemente.

Acredito que as adversidades além de fortalecerem o caráter, revelam-no. Tornam-no mais tenaz, purificam-no.

Caráter é destino. E o destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha. Não é uma coisa que se espera, mas que se busca. O futuro de um homem está decididamente escrito em seu passado.

Mudança

Não existe nada permanente, exceto a mudança. Porém, mudar e mudar para melhor são coisas diferentes. As pessoas não resistem às mudanças, resistem a ser mudadas. É um mecanismo legítimo e natural de defesa. Insistimos em tentar impor mudanças, quando o que precisamos é cultivar mudanças.

O dinheiro, por exemplo, muda as pessoas com a mesma freqüência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara. Esta é uma das mais importantes constatações já realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amigo, um colega ou um adversário. Infelizmente, esta observação, não raro, dá-se tardiamente, quando danos foram causados, frustrações foram contabilizadas, amizades foram combalidas. Mas antes tarde, do que mais tarde.

Os homens são sempre sinceros. Mudam de sinceridade, nada mais. Somos o que fazemos e o que fazemos para mudar o que somos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos: nos outros apenas duramos.

Segundo William James, a maior descoberta da humanidade é que qualquer pessoa pode mudar de vida, mudando de atitude. Talvez por isso a famosa Prece da Serenidade seja tão dogmática: mudar as coisas que podem ser mudadas, aceitar as que não podem, e ter a sabedoria para perceber a diferença entre as duas.

Tolerância

Cada vida são muitos dias, dias após dias. Caminhamos pela vida cruzando com ladrões, fantasmas, gigantes, velhos e moços, mestres e aprendizes. Mas sempre encontrando nós mesmos. Na medida em que os anos passam tenho aprendido a me tornar um pouco pluma – ofereço menos resistência aos sacrifícios que a vida impõe e suporto melhor as dificuldades. Aprendi a descansar em lugares tranqüilos e a deixar para trás as coisas que não preciso carregar, como ressentimentos, mágoas e decepções. Aprendi a valorizar não o olhar, mas a coisa olhada; não o pensar, mas o sentir. Aprendi que as pessoas, via de regra, não estão contra mim, mas a favor delas. 

Por isso, deixei de nutrir expectativas de qualquer ordem a respeito das pessoas. Atitudes insensatas não mais me surpreendem. Seria desejável que todos agissem com bom senso, vendo as coisas como são e fazendo-as como deveriam ser feitas. Mas no mundo real, o bom senso é a única coisa bem distribuída – todos garantem possuir o suficiente...

Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer. Nós não aprendemos nada com nossa experiência. Nós só aprendemos refletindo sobre nossa experiência. Todos temos nossas fraquezas e necessidades, impostas ou auto-impostas. Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam, disse François Rabelais.

Por tudo isso, é preciso tolerância. É preciso também flexibilidade. Mas é preciso fundamentalmente policiar-se. Num mundo dinâmico, é plausível rever valores, adequar comportamentos, ajustar atitudes. Mantendo-se a integridade.


Fonte: COELHO, Tom. Ser e estar. Disponível em: <http://www.portalbrasil.net/comportamento_colunas_2003_setembro4.htm>

Grifos meus

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os segundos...Vida...Missão


Cada minuto é importante em nossas vidas, cada instante, e a gente não se dá conta.
Ou estamos pensando no passado, nos arrependendo pelo que não fizemos ou pelo que poderíamos ter feito melhor.
Ou estamos ansiosos pelo futuro, com medo de mudar, enfrentar as coisas no presente.

A cada segundo que deixamos de fazer o que gostamos e o que achamos importante perdemos um pouco do nosso eu, da nossa essência.

Os segundos são tão importantes, mas a monotonia, o modo automático de cada dia nos cega.
Precisamos de uma ruptura pra acordar, de um choque, um "murro terapêutico".

Pra onde estamos caminhando? Qual é a nossa missão?
Não podemos ficar a deriva, deixando as ondas baterem, nos machucarem e nos levar pra longe do nosso caminho. Não podemos parar, ou a gente pula a onda, ou mergulha ou ela nos derruba.
Precisamos saber qual caminho seguir e nos preparar.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ah os sonhos...




Sonhos que nos acordam, nos sacodem, nos devolvem a energia e o brilhos nos olhos.
(Nenhum homem jamais sonhou com aquilo que Deus tem preparado para os que o amam)
Sonho é combustível, o sonho alimenta a alma nesse mundo injusto e sombrio às vezes.
Sonho e trabalho devem andar juntos porque sonho é diferente de ilusão e comodismo.
Sonho tem a ver com propósitos, com pensamentos lúcidos e concretos!
O sonho é o reflexo da beleza da nossas almas, transformado em ação, em cena.

Pra mim, o passageiro é esse mundo, são as coisas. Já os sonhos são eternos!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Entre alguma coisa ou outra a vida acontece

Um vazio...um abismo entre a alma sufocada e a vida tediosa e mecânica.
Um ímpeto de desbravar aquilo que chamam de vida, de descobrir e viver algo mais, de dar sentido ao existir.
Se jogar de corpo e alma num propósito, mas o corpo e a alma estão desconexos e o propósito está perdido entre um prazo do trabalho e um afazer doméstico.
A reflexão fica incompleta entre uma taça de vinho e uma boa conversa interrompida por uma distração qualquer.
O amor fica suspenso enquanto se pensa nas contas a pagar.
Nessas lacunas da vida o tempo passa e assusta, dando luz à ansiedade, frustração e à falta.

Acende a vela para o jantar, tira o romantismo do baú.
Abre a janela pra luz entrar e sorri por que a única coisa séria aqui é o amor!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E afinal, quando que você vai entender?!


"Pedras no caminho…
O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já David matou Golias,
e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela
escultura…
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!"

Não espere do mundo as oportunidades quando a chave é você!

#AcordaAlice